
A mobilização de estudantes, familiares e empresas de São José do Rio Preto permitiu que Carolina Lima, de 12 anos, e Arthur Lisboa, de 13, reunissem os recursos necessários para participar da Mostratec, considerada a maior feira de ciências da América Latina. Os dois alunos do Colégio Criarte foram selecionados para apresentar um projeto científico no evento, que será realizado no fim de outubro, no Rio Grande do Sul.
A conquista é resultado de uma iniciativa que ganhou visibilidade após os estudantes recorrerem a uma vaquinha e à venda de rifas para custear as despesas da viagem. A história mobilizou pessoas e empresas da cidade, que se uniram para contribuir com a participação dos jovens pesquisadores na feira.
Entre as empresas que apoiaram a iniciativa está a Protendit, que atua no segmento de soluções em concreto pré-fabricado e protendido. Para o CEO da companhia, Ricardo Panhan, incentivar oportunidades educacionais é uma forma de contribuir para o desenvolvimento de novos talentos no país.
“Acreditamos no potencial transformador da educação e na capacidade dos jovens de desenvolver ideias que podem fazer a diferença no futuro. A própria história da Protendit foi construída por pessoas que acreditaram que era possível fazer diferente, enxergaram oportunidades e trabalharam para construir um futuro melhor. Quando vemos estudantes tão jovens se dedicando à ciência e buscando oportunidades para compartilhar o que aprenderam, entendemos a importância de apoiar iniciativas como essa”, afirma Panhan.
Carolina e Arthur desenvolveram um trabalho que compara buracos negros, buracos brancos e pulsares. A ideia surgiu durante a Tarde Olímpica, atividade extracurricular do colégio voltada à preparação para olimpíadas científicas. A partir do interesse comum pela astronomia, os estudantes decidiram transformar conceitos complexos da astrofísica em conteúdos acessíveis a diferentes públicos.
O projeto reúne um artigo científico, uma maquete física, uma representação digital desenvolvida com um minicomputador Raspberry Pi e um protótipo de aplicativo em formato de jogo. A proposta combina pesquisa, tecnologia e recursos didáticos para facilitar a compreensão dos fenômenos estudados.





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