
Nesta sexta-feira (12), Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce da doença, considerado fundamental para aumentar as chances de tratamento e reduzir sequelas. A condição é a malformação mais comum ao nascimento e afeta cerca de 30 mil crianças por ano no Brasil.
Referência nacional no atendimento cardíaco infantil, a CardioPedBrasil®, Centro do Coração da Criança do Hospital da Criança e Maternidade (HCM/FUNFARME), destaca que muitas cardiopatias surgem ainda durante a gestação e podem não apresentar sinais logo após o nascimento.
Segundo a cardiointensivista pediátrica Dra. Carolina Campos, identificar a doença antes do parto permite que toda a assistência seja planejada de forma adequada. “O diagnóstico precoce possibilita organizar o nascimento em um hospital preparado e garantir que o bebê receba o tratamento necessário no momento certo”, explica.
O principal exame para detectar alterações cardíacas durante a gravidez é o ecocardiograma fetal, que avalia a estrutura e o funcionamento do coração do bebê ainda no útero. Após o nascimento, o acompanhamento continua com o Teste do Coraçãozinho, realizado antes da alta hospitalar, além do ecocardiograma pediátrico, responsável por confirmar o diagnóstico e orientar o tratamento.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, uma em cada 100 crianças nasce com algum tipo de defeito cardíaco. Por isso, especialistas reforçam que o acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento especializado é decisivo para a qualidade de vida dos pacientes.
Com quase 25 anos de atuação, a CardioPedBrasil® já realizou mais de 7 mil cirurgias cardíacas pediátricas, sendo que mais de 60% dos procedimentos foram realizados em bebês com menos de um ano de idade. Reconhecido como Centro de Excelência pela ONG americana Children’s HeartLink, o serviço conta com UTI, enfermaria e centro cirúrgico especializados, recebendo pacientes de diversas regiões do país.
Além da assistência, o Centro do Coração da Criança também atua na formação de profissionais e no desenvolvimento de protocolos que contribuem para a redução dos índices de morbidade e mortalidade relacionados às cardiopatias congênitas.






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