
Para facilitar futuras investigações, o Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (8) após o registro de 42 casos de reações adversas mais severas entre os mais de 500 mil vacinados no país. Três pessoas precisaram ser internadas e duas morreram.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda não há comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina, mas a interrupção foi adotada como medida de precaução enquanto especialistas aprofundam as análises. A investigação vai avaliar histórico clínico, doenças preexistentes, fatores de risco individuais, possíveis falhas na aplicação e outras causas que possam ter contribuído para os casos.
A suspensão vale apenas para a vacina do Butantan e não afeta a Qdenga, produzida pela Takeda e aplicada normalmente pelo SUS.

O imunizante do Butantan foi incorporado ao SUS em janeiro deste ano e vinha sendo aplicado em municípios-piloto e também em profissionais da atenção primária à saúde. Os casos graves identificados ocorreram justamente entre trabalhadores da linha de frente.
Apesar da interrupção temporária, o Ministério da Saúde reforça que a medida não invalida a eficácia da vacina, que apresentou proteção de quase 80% contra a dengue e 89% contra formas graves da doença em estudos clínicos. O Instituto Butantan informou que colaborará com as investigações e espera retomar a vacinação após a conclusão das análises de segurança.
Pessoas vacinadas nos últimos 21 dias receberão acompanhamento especial. A orientação é procurar atendimento médico caso apresentem sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou piora do estado geral.





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