
Da Agência Brasil
A Agência Brasil informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro já recebeu os remédios dos quais faz uso. Os medicamentos foram levados ontem (sábado, 22) para a Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, onde ele está preso preventivamente. A equipe médica esteve no local, mas saiu sem dar declarações.
Neste domingo (23), Bolsonaro afrmou em audiência de custódia que tentou violar a tornozeleira por causa de um surto provocado por medicamentos. De acordo com a ata fornecida pelos médicos, ele disse ter tido “alucinação” de que o equipamento continha escuta, o que o fez tentar abri-lo. Bolsonaro relatou ainda ter iniciado o uso de um dos remédios que poderia ter povocado a “alucinação” quatro dias antes dos acontecimentos.
A audiência, que verifica a legalidade da prisão e respeito aos direitos do detido, foi finalizada por volta das 13h de hoje. Nesta segunda (24), a Primeira Turma do STF avaliará se mantém ou revoga a prisão preventiva do ex-presidente.
Segundo os advogados do réu, ele apresenta saúde debilitada e quadro diário de soluço gastroesofágico e falta de ar e faz uso de medicamentos com ação no sistema nervoso central. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes), determinou a prisão preventiva do ex-presidente após a convocação de vigília para este sábado (22) nas proximidades da residência onde ele cumpria prisão domiciliar.
O ministro também foi informado de tentativa do réu de romper a tornozeleira eletrônica. Na decisão em que Moraes determina a prisão, ele garante a disponibilização de atendimento médico em tempo integral a Bolsonaro.
Condenação
Em Brasília, a Superintendência da Polícia Federal fica perto do Setor Hospitalar Sul, onde está localizado o hospital DF Star onde Bolsonaro costuma realizar tratamento.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, determinada após o descumprimento de medidas cautelares fixadas pelo Supremo Tribunal Federal. Ele estava usando tornozeleira eletrônica e proibido de acessar embaixadas e consulados, de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.





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